O ano passado por esta altura eu e dois colegas da Faculdade de Engenharia (Miguel Ferraz e Nuno Raposo) decidimos fazer o caminho português de Santiago, de bicileta. Foi uma aventura dura já que reservámos apenas dois dias. Chegamos a Santiago já com noite escura e a catedral já fechada.
Este ano nova aventura marcada para os dias 13, 14 e 15 de Julho. O grupo alargou-se e incluía pela primeira vez um estrangeiro.
Mas uma forte gripe quase me fez abortar os planos. A semana inteira com febre e dores de garganta levaram-me a decidir não partir na 6ª feira de manhã. Mas o decorrer da manhã e o sentir as forças retemperadas aliados à pena de não fazer o caminho conduziram-se a uma decisão louca: partiria ao início da tarde e tentaria chegar a Ponte de Lima ou mesmo Rubiães. Como dizia Mark Twain, daqui a uns anos você vai estar muito mais arrependido das coisas que não fez do que das coisas que não deveria ter feito.
Parti então às 14h da Sé do Porto. A rolar sozinho e regular lá cheguei a Ponte de Lima às 8h20m da noite. Sem grandes aventuras o percurso, a não ser a quase mordidela de um cão logo à saída da Sé.
Entretanto o Rodrigo, o nosso brasileiro, foi fraquejando e o Nuno Raposo, um dos nosos melhores ciclistas ficou a servir de apoio. As forças do Rodrigo não permitiram que fossem além de Ponte de Lima. O Carlos Costa e o Ferraz lá seguiram até Rubiães, local de pernoita do primeiro dia.
Em Ponte de Lima apanhámos boleia da carrinha de apoio que trazia o Carlos Sousa e o Filipe que apenas fariam a segunda etapa.
A primeira etapa terminou com 94 km e 6h20m de viagem. Ao jantar uns rojões em local próprio retemperaram as foças para a etapa 2.
Dia 2 - Ponte de Lima- Pontevedra
Dia 3 - Pontevedra - Santiago
Mas uma forte gripe quase me fez abortar os planos. A semana inteira com febre e dores de garganta levaram-me a decidir não partir na 6ª feira de manhã. Mas o decorrer da manhã e o sentir as forças retemperadas aliados à pena de não fazer o caminho conduziram-se a uma decisão louca: partiria ao início da tarde e tentaria chegar a Ponte de Lima ou mesmo Rubiães. Como dizia Mark Twain, daqui a uns anos você vai estar muito mais arrependido das coisas que não fez do que das coisas que não deveria ter feito.
Entretanto o Rodrigo, o nosso brasileiro, foi fraquejando e o Nuno Raposo, um dos nosos melhores ciclistas ficou a servir de apoio. As forças do Rodrigo não permitiram que fossem além de Ponte de Lima. O Carlos Costa e o Ferraz lá seguiram até Rubiães, local de pernoita do primeiro dia.
Em Ponte de Lima apanhámos boleia da carrinha de apoio que trazia o Carlos Sousa e o Filipe que apenas fariam a segunda etapa.
A primeira etapa terminou com 94 km e 6h20m de viagem. Ao jantar uns rojões em local próprio retemperaram as foças para a etapa 2.
Dia 2 - Ponte de Lima- Pontevedra
Eu e Nuno Raposo partimos de Ponte de Lima, de forma a completarmos o caminho, enquanto os restantes 5 partiram de Rubiães. A partida foi tarde e, logo no início da subida de Labruge, encontrámos um grupo de 11 ciclistas de Valongo e um grupo de 5 cilcistas de Guimarães. Estes levavam a logística para a viagem às costas o que é para homens de barba muito rija. Já quase no topo da serra, junto à cruz dos mortos, um caminheiro de Matosinhos, já com alguma idade, pediu-nos para tirar uma fotografia. Segundo ele quando contava que havia ciclistas a fazer aquele caminho toda a gente lhe dizia que era treta. Agora tinha a prova!
A chegada a Rubiães foi quase ao meio-dia e a Valença às 13h30m, onde se aproveitou para um almoço ainda em terras portuguesas.
Em Espanha lá fomos pedalando não com muito ímpeto pois o dia anterior tinha deixado marcas. As duras subidas da etapa foram retardando a chagada, que só aconteceu às 20h30m, com mais 90km feitos. Já lá estavam os nossos 5 companheiros mas o Filipe e o Carlos Sousa tinham perdido o comboio, que era às 18h30m, muito graças aos 9 furos do Ferraz (Se ele tivesse comprado uns pneus em condições isto tinha corrido melhor!).
Banho e jantar mas a aventura estava no regresso ao albergue, que fechava às 10h30m. Estávamos 2h atrasados ea entrada não se percebia como podia ser. Depois de quase 1 hora de planos, lá conseguimos entrar pela janela. Mesmo assim, o barulho que fizemos foi pequeno comparado com algumas motoserras que pernoitavam na mesma camarata.
A chegada a Rubiães foi quase ao meio-dia e a Valença às 13h30m, onde se aproveitou para um almoço ainda em terras portuguesas.
Em Espanha lá fomos pedalando não com muito ímpeto pois o dia anterior tinha deixado marcas. As duras subidas da etapa foram retardando a chagada, que só aconteceu às 20h30m, com mais 90km feitos. Já lá estavam os nossos 5 companheiros mas o Filipe e o Carlos Sousa tinham perdido o comboio, que era às 18h30m, muito graças aos 9 furos do Ferraz (Se ele tivesse comprado uns pneus em condições isto tinha corrido melhor!).
Banho e jantar mas a aventura estava no regresso ao albergue, que fechava às 10h30m. Estávamos 2h atrasados ea entrada não se percebia como podia ser. Depois de quase 1 hora de planos, lá conseguimos entrar pela janela. Mesmo assim, o barulho que fizemos foi pequeno comparado com algumas motoserras que pernoitavam na mesma camarata.
Dia 3 - Pontevedra - Santiago
O terceiro dia apareceu muito chuvoso o que desanimou o Rodrigo.O Carlos tinha caído na véspera e estava com um grande hematoma, o que aliado ao mau tempo não fomentava espíritos aventureiros. Às 9h30, quando os três repetentes do ano anterior partiram, debaixo de muita chuva, já o Filipe e o Carlos Sousa vinham de comboio para Portugal.
A ameaça do tempo foi maior que o efeito durante o dia. Apenas choveu na primeira meia hora e o tempo fresco até ajudou. O que não ajudou foram mais dois furos do Ferraz. Mas a seguir ao almoço, um belo Bocadilho de Jamon Serrano, pedalamos muito regularmente e às 16h20 já tínhamos feito os 65km da etapa e entrávamos na praça da Catedral de Santiago. Gosto muito de Santiago mas o prazer de chegar a Santiago após 244km a pedalar torna a cidade incrivelmente mais apelativa.
Foram 3 dias em que pedalamos mais de 18h e 244km. Um dia após a única marca que perdura é a vontade de lá voltar para o ano! E a data começa a estar apontada: final da Queima das Fitas do Porto. Estão abertos os convites e espero que sejam mais de três a fazer o Caminho completo!
A ameaça do tempo foi maior que o efeito durante o dia. Apenas choveu na primeira meia hora e o tempo fresco até ajudou. O que não ajudou foram mais dois furos do Ferraz. Mas a seguir ao almoço, um belo Bocadilho de Jamon Serrano, pedalamos muito regularmente e às 16h20 já tínhamos feito os 65km da etapa e entrávamos na praça da Catedral de Santiago. Gosto muito de Santiago mas o prazer de chegar a Santiago após 244km a pedalar torna a cidade incrivelmente mais apelativa.

Foram 3 dias em que pedalamos mais de 18h e 244km. Um dia após a única marca que perdura é a vontade de lá voltar para o ano! E a data começa a estar apontada: final da Queima das Fitas do Porto. Estão abertos os convites e espero que sejam mais de três a fazer o Caminho completo!