quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ranking de Escolas

Saiu hoje um dos muitos rankings sobre o desempenho das várias escolas nos exames nacionais. Parece claro que o desempenho das escolas privadas foi melhor que o das escolas públicas, apesar de estas primeiras análises serem muito superficiais.
Um segundo aspecto que me merece atenção relaciona-se com o facto de haver 12% dos alunos em escolas privadas. Não é portanto verdade que todas a população tem ensino público gratuito! Seja pela sua má qualidade, seja por outra razão qualquer, há muita boa gente que paga pelo ensino.
Mesmo havendo apenas12% da população de alunos em privados, obtiveram em termos absolutos as melhores notas. A mim isto dá que pensar! Espero que dê também aos responsáveis do ministério da educação!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Meia Maratona do Porto

Realizou-se ontem mais uma maratona e meia maratona do Porto. Devo dizer que este é um dia grande para a cidade pois milhares de pessoas se juntam a correr pelas ruas da Invicta. E isto acontece naquele que é sem dúvida o desporto mais democrático, já que todos podem participar!
Tal como o ano passado eu e dois colegas de aventura lá decidimos fazer a meia maratona. O ano parecia mau pois todos nós tínhamos treinado pouco, com excepção do Nuno Raposo o melhor corredor do grupo.
A prova não parece ter sido fácil. Estava calor e algum vento, razão pela qual vi vários atletas de topo a desistirem.
Do grupo de corrida FEUP, o Nuno Raposo fez 1h47m48s, o Miguel Ferraz 2h06m50s e eu 2h09m21s, tendo ficado em 637º entre 739 corredores da meia maratona. Apesar do tempo ter sido pior que o ano passado (2h04m47s), este ano fiz a corrida com muita calma, sem o sofrimento do ano anterior. Corri quase sempre a 6m/km, só me sentindo esgotado na subida da Av. da Boavista, já que tenho muita dificuldade a subir!
Se para o ano conseguir treinar atempadamente, espero fazer a maratona! Nos dias que correm escrever um livro já não é sinal de nada, até porque muitos dos livros da nossa praça têm autores fictícios. É por isso que digo que um homem não pode morrer realizado sem fazer as 3 seguintes coisas:
- Plantar um árvore;
- Ter um filho;
- Fazer a maratona.
Espero que seja para o ano!

sábado, 20 de outubro de 2007

Até quando posso confiar nos números do governo?

Li hoje no Público que o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego caiu pelo 19º mês consecutivo. Porém, não se percebe o porquê de tal sucesso quando, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego continua a aumentar. A explicação correcta talvez seja a apontada por um dos nos nossos ministros (já não me lembro qual): os dados do INE não são confiáveis!
Li também hoje que, segundo um relatório do Tribunal de Contas, as listas de espera para cirurgia são 10 vezes superiores em Portugal em relação a Espanha. Felizmente o Ministério da Saúde esclareceu que a auditoria do Tribunal de contas está desactualizada e que a situação melhorou muito este ano.
Situações semelhantes começam a ser demasiado frequentes, recordando só o caso mais mediático, o ajuste no défice feito pelo Banco de Portugal , a pedido do Governo.
Se pensar que o INE depende do governo, o presidente do Tribunal de Contas é nomeado pelo governo, não tenho dúvidas que estes organismos passarão a funcionar muito melhor em breve!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Referendo ao "Tratado de Lisboa"

Agora que o país vai retomar a sua confiança graças ao orgulho no "tratado de Lisboa", há algumas reflexões a fazer sobre a necessidade ou não de se referendar o assunto. A julgar pelas sondagens, a maioria dos europeus pretende que haja um referendo. Neste artigo da Forbes, projecta-se em cerca de 70% a percentagem de cidadãos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha que acha necessário a realização de um referendo.
Em Portugal, pese embora o PP, PSD, O PS e o presidente da República não o pretendam, tenho a percepção de que a maioria dos portugueses são favoráveis a um referendo. A situação é tanto mais grave que uma da promessas eleitorais do actual governo era que o futuro tratado seria sujeito a referendo.
Se ainda vivemos em democracia, o voto devia ter sempre mais valor que a vontade de alguns, sobre pena de rapidamente podermos transformar esta coisa numa ditadura da democracia! E creio que não há maior sinal de arrogância do que pensar que o povo não tem capacidade para entender o texto do tratado. Se assim o é, que se faça um bom tratado e, aí sim, será entendido pelo povo!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ainda bem que há quem pense!

No passado Sábado vi parte do jogo de futebol entre o Azerbeijão e Portugal. Parte porque não há pachorra que resista a tão mão mau jogo e a tão pouco garra, pelo menos da equipa portuguesa. Felizmente o jogo tinha interesse público e a RTP lá o transmitiu em canal aberto.
Também no Sábado à noite e ontem à noite vi as meias finais do campeonato do mundo de rugby. Mesmo sem qualquer interesse público, e mesmo para mim que não sou um aficcionado da modalidade, os jogos foram espectaculares pela determinação colocada em campo pelos jogadores das 4 equipas. Mesmo com muito interesse, embora sem ser público.
Felizmente que em minha casa se paga 72 Euros/mês para alguém pensar sobre o que tem interesse, pelo menos público!