quinta-feira, 3 de julho de 2008

Auto-estradas sem custos para os outros

Ontem, na SIC-N, Medina Carreira afirmou que pagamos anualmente 1000 milhões de euros por causa das SCUT, de juros bonificados e ainda uns trocos por causa dos estádios do EURO-2004. São 100 euros por português anualmente o que, no meu agregado familiar, corresponde a 500 euros por ano.
Mais valia pagar umas portagens quando passasse nas ditas auto-estradas e, a propósito de futebol, acho que até gostei mais do Euro 2008 do que do Euro 2004.


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Fim do Euro

Portugal despediu-se ontem do Euro2008. Para se ser campeão Europeu não se pode ter pontos fracos e ontem a nossa defesa não esteve ao nível das melhores da Europa.
Infelizmente parece que recomeçou a crise do país...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Caminho de Fátima

Desde Sábado que sempre que cruzo a Estrada Nacional 1 vejo centenas, senão mesmo milhares, de pessoas a fazer o caminho para Fátima a pé. Entristece-me solenemente as condições em que tal é feito, ao longo de uma estrada nacional movimentada e perigosa, com muito pouco de agradável.
O caminho de Santiago, que já percorri de bicicleta, apesar de outra riqueza histórica e mística, é património da humanidade com bem menos peregrinos que o nosso caminho de Fátima.
Julgo que já é obrigação das nossas autoridades, certamente com algum apoio da Igreja, contribuírem para a realização de caminhos protegidos e mais agradáveis nesta peregrinação que fazem milhares de portugueses. E quando digo isto, em nada me refiro à minha condição de católico mas sim ao respeito que merecem esses milhares de portugueses! Digo isto também pelo potencial turístico que este Caminho pode ter e sistematicamente deixamos passar ao lado. Nem só as causas fracturantes são causas importantes para os portugueses.

PS: Sem dados concretos, atrevo-me a dizer que todos os anos deve morrer gente atropelada neste caminho e creio que este indício já seria razão suficiente para pensarmos no assunto!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Menezes e a RTP

Neste blog, por diversas vezes, me mostrei de acordo à possibilidade de privatização da RTP, pelo menos que se discuta de forma aberta, e sem preconceitos, esta possibilidade.
O líder do PSD veio propor que a RTP deixasse de ter publicidade o que é, em minha opinião, manter o pior dos 2 mundos:
- aumenta a dependência da televisão pública do poder político, um dos seus lados mais negativos, sintomático de um certo nível de desenvolvimento do país que não nos coloca no pelotão da frente da Europa;
- agrava a participação dos contribuintes para mais um survedouro dos dinheiros públicos - em vez dos 36 Euros por mês por contribuinte chegaríamos a quanto?
Vai mal esta liderança do PSD, muito mal mesmo!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Afinal para quem são os serviços públicos?

Nos últimos tempos, sempre que há um sinal de mudança (e não lhe chamo reforma pois isso deve ser algo mais profundo), logo aparecem nos media as doutas opiniões das diversas corporações da área. Na eduacação a mudança só diz respeito aos professores; na justiça a mudança interessa apenas a juízes e restantes funcionários judiciais; na saúde são os médicos e enfermeiros que opinam.
Será que não é altura de perguntar à sociedade o que pensa da mudança? Ou será que que o SERVIÇO, público ou não, deixou de ser o que realmente interessa? E se não interessa, ...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Lei das quotas

A propósito da mini remodelação governamental, é minha opinião que esteve bem o primeiro ministro ao substituir a ministra da cultura. Em minha opinião era indiscutivelmente a pior ministra do governo, sem qualquer rumo cultural, com uma política de nomeações baseada no pequeno poder, etc... E convém não esquecer o célebre túnel de Ceuta, no Porto, como instrumento de ataque político e mesquinho.
No seu programa de comentário Semanal, o Prof. Marcelo dizia que não estranhava a mudança desta ministra já que ela tinha chegado ao cargo apenas para cumprir as quotas femininas no governo. Este comentário ataca, sem dúvida, a ministra, o que, concordo, não é desajustado, mas diminui quase universalmente a capacidade feminima de fazer boa política. É esta arma oferecida aos velhos "machistas", totalmente inaceitável, que me leva a ser radicalmente contra a lei das quotas!
Quando quiserem as mulheres ocuparão lugares políticos relevantes, da mesma forma que agora são maioria no ensino superior!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Afinal o homem era arquitecto!

Parece que o nosso primeiro ministro, homem do choque tecnológico, afinal gostava era de ter sido arquitecto. E o homem tem obra feita. Será que não tinha sido melhor ter dito que os projectos não eram dele?
De qualquer das formas o homem começa a ter demasiados rabos de palha no seu passado, com desmentidos cada vez mais rebuscados. Seguramente já não lhe comprava um carro em segundo mão!

Fotografia: Rui Gaudêncio (Público)