Nacional 2
Etapa 6 – Ferreira
do Alentejo - Faro - 142 km
A saída de Ferreira do Alentejo foi por volta das 8h, com um nevoeiro
matinal fresquinho. Como o alojamento não tinha pequeno almoço, parei no
primeiro café aberto para comer qualquer coisa. À saída de Ferreira do
Alentejo, tal como à chegada, a N2, que aqui se chama R2, está muito mal.
Parece que a estrada não é única no país, varia de dono de distrito para distrito!
O início da etapa é muito rolante. Verdadeira planície alentejana, passando-se por Aljustrel e Castro Verde. Aljustrel é terra de mineiros e, graças às minas de Neves-Corvo, a vila possui uma dimensão apreciável. Continuei a pedalar até Castro Verde, onde fiz a primeira pausa para reforço alimentar. Em Castro Verde cruzei-me com uns motards de Mafra que já me vinham a acompanhar há um par de dias. Curiosamente cheguei exatamente ao mesmo tempo que eles a Sagres.
Após esta pequena pausa segui decidido até
Almodôvar, sempre pelo meio da típica paisagem Alentejana, embora a ondulação
do terreno começasse a aumentar.
Após Almodôvar inicia-se a serra algarvia, o que torna a subida ainda mais complicada. Ele sobe e desce constantemente. Decidi parar a meio da Serra, para almoçar, o que aconteceu em Ameixial. Um barzinho com uma pequena represa, fantásticos. Senti-me tentado a dar um mergulho, mas fiquei preocupado com as consequências de pedalar com os calções molhados.
Após o almoço, continuação da subida da serra até ao ponto mais alto da serra do caldeirão, à cota 569 m. Apesar do cansaço, as vistas do topo e a paisagem da serra algarvia merecem uns minutos de paragem
Desde o topo, até Alportel, o percurso é
tendencialmente a descer, mas num constante desce e sobe. Após São Brás de
Alportel, aí sim, a sensação de que o objetivo está completo aparece! São 16 km
sempre a descer ou com pequenos planos.
A chegada a Faro é feita com muito trânsito
e a N2 termina numa rotunda ainda com mais trânsito. É difícil atravessar a
rotunda para a foto da praxe, e os automobilistas não facilitam. No meio de
tanta rotunda autárquica, talvez a mítica N2 merecesse algo mais nobre no seu fim!
Amanhã farei um balanço do percurso, e da beleza contrastante do nosso Portugal. Mas neste período de eleições autárquicas incomoda a poluição visual de tanto cartaz espalhado pelo país. E além das caras, que diferem, a mensagem é igual em todo o país: força, confiança, mudança, o futuro começa hoje, fazer melhor… Para um observador de fora, mais racional, isto só afasta as pessoas da política!
O desafio valeu a pena e julgo que o
repetirei. Mas não o voltarei a fazer sozinho. Concretizada a parte N2, amanhã
pedalarei até Sagres, que é a nossa Finisterra!
Distância percorrida – 142 km
Acumulado de Subidas – 1319 m
Tempo a pedalar – 7h19m






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