domingo, 7 de fevereiro de 2021

Está em curso um inquérito aos doutorados deste país. Não há ainda resultados, mas julgo que à pergunta “Como classificaria a forma como as autoridades e formuladores de políticas do país têm usado o aconselhamento científico?” a classificação será um claro Muito Mal. Basta passar em qualquer espaço público e ver o ridículo dos bancos cheios de fitas, como se o vírus tivesse uma qualquer paixão pelos bancos. 


Por sorte ou sabedoria, respondemos bem numa primeira fase da pandemia. Conseguimos não colher qualquer ensinamento desse milagre, e atacar estas fases com a exclusiva responsabilização do povinho e a obrigatoriedade deste usar máscaras. E as justificações são um atentado à inteligência de qualquer um. Infelizmente também temos os nossos “Trumps” e Bolsonaros. Ao menos este assume que a economia também mata!

As medidas não são pensadas e, por isso, modificadas à primeira crítica. Não há autoridade que resista a tamanhos devaneios. E em tempo de guerra já devíamos ter tido a coragem de encontrar generais firmes, mesmo que não fossem populares.

Ainda hoje fui dar a minha corrida higiénica. Quando o desespero começa a ser tão crítico como a pandemia, imagino como me sentiria se proibissem estas saídas. Mas continuo sem perceber porque não é obrigatório fazê-las sozinho. Como não se proibiu o que constitui perigo, um destes dias proíbe-se tudo!

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