Nacional 2
Etapa 4 –
Pedrógão Grande – Montargil – 131 km
A saída de Pedrógão grande foi um bocadinho
mais tarde, para aproveitar 5 minutos de conversa com dois automobilistas, do
Porto, o Vítor e a Cristina, que andavam há 3 dias a cruzar-se comigo.
Atravessa-se o Rio Cabril na barragem com o mesmo nome e a vistas são magníficas, quer as da albufeira quer as do fio de água, a jusante.
Até à Sertã não acontece nada de muito
relevante, embora sejam muitos os troços onde o sobreiro começa a ladear a estrada.
Na Sertã, pausa para um café. Apesar do rio e de um parque engraçado, a cidade
claramente precisava de mais qualidade arquitetónica dos edifícios.
Após a Sertã, até Abrantes, a N2 foi
requalificada sendo uma via semi-rápida. Nada interessante, a não ser pelas vistas,
mas sem qualquer ligação às terras.
O primeiro filme de animação que vi com o
meu filho mais velho foi o Cars.
Perdido em Radiator Springs, o Faísca
McQueen aprende a gostar daquela terra perdida e esquecida. As estradas eram feitas para se
chegar, não para se passar.
Antes de chegar a Vila de Rei fiz um desvio
até ao centro geodésico de Portugal. 700 m de desvio com uma subida de 100 m,
mas vale realmente a pena pelas vistas.
A grandes dificuldades da etapa estavam ultrapassadas e o almoço foi em Abrantes, mais uma vez num café à beira da N2. A primeira pergunta que me fizeram foi se eu queria o carimbo. Respondi que estava a fazer a N2 mas não ligava muito a isso. No entanto, no final, lá pedi um passaporte e coloquei o respetivo carimbo. É o único!
De Abrantes até Montargil o percurso é
muito rolante, apesar do calor e, hoje, do vento sul, que parece que cansa mais
do que algumas montanhas. Mas a vista da albufeira de Montargil deu o empurrão
que faltava, embora Montargil seja num alto.
Acumulado de subidas – 1352 m
Tempo a pedalar – 6h54m






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